*Os cuidados com os animais nas festas de final de ano*



A maioria dos acidentes envolve, principalmente, enfeites natalinos, choque por causa das lâmpadas de iluminação, intoxicação alimentar e, até mesmo, fugas devido ao medo dos fogos de artifício.
Cuidados especiais que você precisa ter durante o período de Natal e o Réveillon. Confira a seguir e saiba o que fazer para proteger seu animal de estimação:
Enfeites natalinos

Os objetos decorativos nas árvores de Natal são alvo fácil de atenção e podem parecer brinquedinhos divertidos para o seu pet. Cães e gatos podem acabar engolindo bolas, laços e até mesmo partes de galhos da árvore e objetos pontiagudos.

Lâmpadas pisca-pisca também costumam ser um grande problema. A iluminação que enfeita o anoitecer oferece risco de choque elétrico e queimaduras na língua e no focinho até, em casos mais graves, alterações neurológicas ou de metabolismo. É importante tomar cuidado com fios expostos.
A melhor indicação para os enfeites natalinos é mantê-los longe do alcance dos animais e ficar sempre atento ao comportamento deles.

Intoxicações alimentares
A intoxicação alimentar é um dos principais problemas que levam os animais à emergência nos períodos festivos do final do ano. Por isso, evite dar pedaços de suas refeições aos animais para evitar causar diarreia ou até algo mais grave. Restos de aves com ossos, principalmente, devem ser evitados já que podem causar danos à saúde e até mesmo perfurações de órgãos internos vitais.

Sabemos que é difícil, mas você tem que resistir bravamente aos olhares pidões e não oferecer pedacinhos de comida para os animais. E se você não quiser deixar seu pet fora da ceia especial de fim de ano, existem produtos específicos que podem ser uma boa opção de alimentação, como panetone com ingredientes próprios para os pets.
O chocolate é um dos alimentos potencialmente mais tóxicos para o seu cachorro. Fique atento!

Bebidas alcoólicas

Seria possível ver animais em coma alcoólico? Acreditem, muitos chegam às emergências veterinárias com esse problema. E isso acontece porque, frequentemente, as pessoas esquecem seus copos com bebidas alcoólicas em lugares de fácil acesso.

O álcool é absorvido pelo organismo dos animais e metabolizado pelo fígado bem mais rapidamente, causando náuseas e vômitos, problemas respiratórios e até coma.
Fogos de artifício

O alto barulho dos fogos de artifícios provoca imenso pânico nos animais, o que acaba ocasionando um número alto de acidentes dos mais variados tipos. Com o susto, por exemplo, os animais podem saltar muros ou se atirar pela janela em busca de fuga.

Os cachorros, em especial, apresentam uma sensibilidade e incômodo maior ao barulho devido à sua audição avançada e super apurada. Para você ter uma ideia, para os cães, o barulho que os foguetes fazem é equivalente à uma explosão de uma bomba atômica.

O recomendado é que os donos fiquem bem próximos aos seus animais para tranquilizá-los e, se acharem necessário, colocar um pouco de algodão em seus ouvidos para amenizar os barulhos das explosões.
Quando a festa é na sua casa

A chegada dos seus convidados, muita agitação e barulho fora do normal pode não fazer bem para algumas raças de cães e, principalmente para gatos. Por isso, se as comemorações de final de ano forem ocorrer na sua casa e dependendo da personalidade do seu pet, cogite a possibilidade de deixa-lo em um cômodo separado ou até mesmo em um hotel de confiança.

Mesmo os animais mais dóceis podem sofrer alteração de comportamento e se mostrar agressivos diante da grande agitação e de pessoas desconhecidas.
Hotel para animais

Se você vai viajar e não pode levar seu pet junto, não deixe-o sozinho. Tente deixá-lo com uma pessoa de confiança ou, se necessário, opte pelo serviço de hospedagem para pets e garanta que seu animalzinho passe esse período longe de você em segurança.
Viajando com o pet

Mas, se ao contrario, você puder levá-lo em sua viagem e for viajar de carro, é preciso tomar alguns cuidados: deixe o animal em jejum por, pelo menos, duas horas antes da viagem, faça paradas para que ele possa urinar e beber água e nunca o deixe fechado e sozinho no interior do carro.
Identificação

Como você pode perceber, o que pode parecer uma simples festa de confraternização pode ser um grande incômodo para seu animal de estimação. A modificação na rotina, ambientes um pouco diferente do habitual, pessoas estranhas e medo de ruídos altos são motivos que podem levar seu pet a fugir de casa.

Por isso, não se esqueça de colocar uma plaquinha de identificação com nome e telefone de contato presa em sua coleira.



*Conheça o sagui-pigmeu, o menor macaco do mundo*

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O sagui-pigmeu (Cebuella pygmaea), também conhecido como sagui-leãozinho, é a menor espécie de símio do mundo. Pesa somente 100 gramas e junto com a cauda, chega a ter 15 cm. Tem o tamanho aproximado de um tomate grande.

O macaquinho foi descrito pela primeira vez, em 1823, pelo naturalista alemão Johan Spix. Pode ser encontrado na Floresta Amazônica, no Brasil, e em áreas da Colômbia, Peru e Equador. Alimenta-se somente de insetos.

Agora, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Salford, em Manchester, no Reino Unido, em parceria com cientistas de quatro instituições brasileiras, descobriu que, na verdade, a espécie não é uma, mas duas.

Ao utilizar as mais modernas técnicas genômica (ramo da genética bioquímica) e filogenética, eles reuniram evidências que provam que, por volta de 2 a 3 milhões de anos atrás, o sagui-pigmeu se dividiu em duas espécies.

“Há muito tem havido confusão sobre a taxonomia dessas criaturas maravilhosas, principalmente porque Spix (Johan) não registrou em seus diários de viagem a localização exata em que coletou o tipo de Cebuella pygmaea, no início de 1800”, explica Jean Boubli, professor de Ecologia Tropical e Conservação da Universidade de Salford e principal autor do artigo. “A beleza da genômica significa que agora podemos ver que o sagui-pigmeu é um termo para duas espécies que evoluíram independentemente por quase 3 milhões de anos.”

O estudo foi realizado apenas com macacos da Amazônia brasileira, mas os pesquisadores acreditam que talvez existam outras subdivisões da espécie nos demais países onde eles habitam. Para isso, entretanto, serão necessárias novas pesquisas de campo.

No Brasil, uma das espécies é observada ao longo da bacia do rio Japurá e a outra, ao sul do rio Amazonas e leste do Madeira.

Todavia, quando uma descoberta como esta é feita, existe uma mudança nos trabalhos de conservação, já que a população da até então única espécie conhecida é dividida em duas novas espécies. Mas neste caso, os cientistas afirmam que não há motivo para preocupação porque a região onde o sagui-pigmeu vive é uma das mais bem preservadas da Floresta Amazônica.


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